{"id":20372,"date":"2019-03-26T00:29:41","date_gmt":"2019-03-26T03:29:41","guid":{"rendered":"https:\/\/souzalima.com.br\/blog\/?p=20372"},"modified":"2024-09-24T00:34:59","modified_gmt":"2024-09-24T03:34:59","slug":"quero-ser-musicista-entrevista-julia-tygel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/souzalima.com.br\/blog\/quero-ser-musicista-entrevista-julia-tygel\/","title":{"rendered":"Quero ser musicista Entrevista: J\u00falia Tygel"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>A s\u00e9rie Quero ser musicista traz sua segunda entrevistada: a educadora, pianista, arranjadora, produtora J\u00falia Tygel, que trouxe um relato pleno e completo de sua carreira, dificuldades e \u00eaxitos. Inspirador.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Nosso projeto de entrevistas possui finalidade did\u00e1tica, procurando trazer aos musicistas, e nesse momento em especial as musicistas, uma vis\u00e3o direta sobre nossas a\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho. Do aprendizado universit\u00e1rio para a inser\u00e7\u00e3o nas atividades que continuamente desenvolvemos!<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Aprecie! Considero como uma das grandes entrevistas que pude realizar.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Jo\u00e3o Marcondes<\/em><\/strong><\/p>\n<h2><strong>ENTREVISTA #2<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Nome:<\/strong> J\u00falia Zanlorenzi Tygel (J\u00falia Tygel)<\/p>\n<p><strong>Cidade Natal:<\/strong> Salvador\/BA, mas cresci em Campinas\/SP<\/p>\n<p><strong>Ano de Nascimento:<\/strong> 1984<\/p>\n<p><strong>Instrumento:<\/strong>\u00a0Piano<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica:<\/strong>\u00a0Gradua\u00e7\u00e3o na Unicamp (Composi\u00e7\u00e3o), mestrado na Unicamp (etnomusicologia), doutorado na USP com est\u00e1gio na City University of New York (musicologia \/ an\u00e1lise musical).<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o Livre:<\/strong>\u00a0Piano e diversos cursos na Escola de Artes Pr\u00f3-M\u00fasica de Campinas, na inf\u00e2ncia; um ano no curso avan\u00e7ado de Composi\u00e7\u00e3o na Emesp; festivais (Curitiba, Juiz de Fora).<\/p>\n<p><strong><em>1) Como foi seu envolvimento inicial com a m\u00fasica? Quando decidiu intensificar a atua\u00e7\u00e3o e de fato profissionalizar-se? Em que ano?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Minha av\u00f3 paterna tocava piano muit\u00edssimo bem \u2013 poderia ter se profissionalizado, se quisesse, ou se a \u00e9poca \/ situa\u00e7\u00e3o fossem outras. Disso decorreu que tenho um tio m\u00fasico profissional (David Tygel, do Boca Livre, que tamb\u00e9m comp\u00f5e para cinema), e meu pai tocava piano e viol\u00e3o como amador. Como \u00fanica neta menina, estive muito pr\u00f3xima da minha av\u00f3 na inf\u00e2ncia e isso me influenciou definitivamente. Contudo, quem de fato percebeu que eu tinha esse interesse \/ aptid\u00e3o foi minha m\u00e3e (ela conta que cantei antes de falar), e ela me incentivou e apoiou incondicionalmente nesse caminho desde a tenra inf\u00e2ncia. Meu pai, paradoxalmente, s\u00f3 se convenceu da minha profissionaliza\u00e7\u00e3o como musicista bem mais tarde. A m\u00fasica ent\u00e3o foi um caminho razoavelmente natural, muito embora, especialmente na adolesc\u00eancia, eu tivesse muita pregui\u00e7a de estudar \u2013 sempre gostei mais de compor \/ criar \u2013 e tamb\u00e9m tivesse interesse pela literatura. Talvez tenha sido decisivo um encontro de final de ano na casa da minha av\u00f3, no qual as desaven\u00e7as familiares foram suspensas quando todos fizeram m\u00fasica juntos, em torno do seu piano. Acho que foi ali, por volta dos 16 anos, que de fato tomei a decis\u00e3o de me profissionalizar. Aos 17 anos prestei o vestibular, e o resultado saiu no dia do meu anivers\u00e1rio de 18 anos.<\/p>\n<p><em><strong>2) Como foi a escolha pelo bacharelado em composi\u00e7\u00e3o? O curso da UNICAMP atendeu suas expectativas quanto a composi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Como disse, eu sempre gostei mais de compor que de tocar o repert\u00f3rio pian\u00edstico. Na minha casa ouvia-se m\u00fasica cl\u00e1ssica, m\u00fasica popular brasileira e tamb\u00e9m coisas \u201cnew age\u201d que minha m\u00e3e gostava. Eu achava tudo muito bonito e lembro claramente de como fiquei decepcionada quando comecei, na escola, a conviver com repert\u00f3rios que as pessoas ouviam \u2013 eu achava que, se aquilo que eu conhecia era j\u00e1 t\u00e3o bom, deveria haver um vasto repert\u00f3rio maravilhoso que eu ainda n\u00e3o conhecia. Fiquei muito frustrada ao perceber, no universo imediatamente externo \u00e0 minha casa, que n\u00e3o era exatamente assim. Claro que, com o tempo, meu universo se expandiu e descobri (e venho descobrindo) muitos repert\u00f3rios incr\u00edveis, em diversos g\u00eaneros, que preenchem (ao menos parcialmente) esse lugar sonoro imaginado na inf\u00e2ncia. Mas acho que a composi\u00e7\u00e3o veio, por um lado, da busca por preencher esse lugar \u2013 eu queria fazer uma m\u00fasica que ainda n\u00e3o conhecia \u2013 e tamb\u00e9m porque sempre gostei muito mais de ficar \u201cbrincando\u201d no piano do que ficar de fato estudando o repert\u00f3rio pian\u00edstico.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se meus professores da \u00e9poca ler\u00e3o essa entrevista (risos), mas o curso definitivamente n\u00e3o atendeu \u00e0s minhas expectativas. A forma\u00e7\u00e3o superior em m\u00fasica teve coisas maravilhosas, abriu meus horizontes, e conheci alguns professores excepcionais \u2013 como o S\u00edlvio Baroni, meu professor de piano desde ent\u00e3o \u2013 que de fato mudaram minha vida. Contudo, eu esperava aprender ferramentas que historicamente os compositores usaram para lidar com \u201cproblemas\u201d musicais que s\u00e3o extratemporais, por exemplo: como organizar uma forma, ou como desenvolver uma ideia. Acho que \u00e9 essencial aprender como isso se deu em est\u00e9ticas do passado, para que possamos pensar nos desafios atuais. Eu n\u00e3o sou uma compositora de m\u00fasica erudita \u2013 diria que a m\u00fasica que fa\u00e7o \u00e9 fronteiri\u00e7a entre o erudito e o popular \u2013 mas realmente acho que, mesmo que voc\u00ea queira se tornar um compositor vanguardista, \u00e9 essencial ao menos conhecer as ferramentas hist\u00f3ricas. O curso de composi\u00e7\u00e3o da Unicamp tem \u2013 ou tinha, quando estudei l\u00e1 \u2013 uma abordagem ao meu ver livre demais para quem, como eu, ainda precisava de uma forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica consistente. Acabei indo buscar isso em outros lugares e de forma autodidata.<\/p>\n<p><strong><em>3) Um pa\u00eds como o Brasil t\u00e3o repleto de can\u00e7\u00e3o, concorda que deveria ter um bacharelado em composi\u00e7\u00e3o popular \u2013 letra e m\u00fasica? Como conscientizar sobre um programa t\u00e3o valioso que at\u00e9 j\u00e1 possui no mercado p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e cursos livres? A m\u00edstica de que a composi\u00e7\u00e3o popular \u00e9 um Dom atrapalhar a constitui\u00e7\u00e3o de um processo reflexivo que culmine em um programa dessa esp\u00e9cie?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Puxa, acho que vou te decepcionar nessa resposta: n\u00e3o concordo. Acho que compartimentalizar a m\u00fasica (e, mais filosoficamente, a vida) \u00e9 algo limitante. \u00c9 claro que n\u00e3o d\u00e1 pra todo mundo saber tudo, ent\u00e3o algumas categorias t\u00eam que ser separadas para que seja poss\u00edvel estudar o b\u00e1sico naquele universo, mas acho que devemos fazer isso o m\u00ednimo poss\u00edvel. No caso da can\u00e7\u00e3o brasileira, ela conversa com diversos outros repert\u00f3rios: o pr\u00f3prio Tom Jobim, por exemplo, tem influ\u00eancias tanto da m\u00fasica erudita (especialmente Villa-Lobos, Debussy e J. S. Bach) quanto do jazz, al\u00e9m da hist\u00f3ria da m\u00fasica brasileira antes dele \u2013 e \u00e9 ainda poss\u00edvel tra\u00e7ar paralelos de suas can\u00e7\u00f5es com os Lieder de Schubert ou Schumann. N\u00e3o d\u00e1 pra estudar Tom Jobim sem que se tenha uma no\u00e7\u00e3o desses outros repert\u00f3rios. Assim, n\u00e3o acho que se deva limitar a forma\u00e7\u00e3o de futuros compositores ou int\u00e9rpretes de can\u00e7\u00e3o ao universo da can\u00e7\u00e3o \u2013 quanto mais abrangente puder ser a forma\u00e7\u00e3o dos futuros cancionistas, ao meu ver, mais elementos eles ter\u00e3o em seu arcabou\u00e7o criativo e de performance.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00edstica do dom, acho que ela est\u00e1, felizmente, sendo desconstru\u00edda cada vez mais, conforme avan\u00e7am os cursos e estudos sobre m\u00fasica popular no Brasil. O que se chama de m\u00fasica popular brasileira \u00e9 altamente erudita do ponto de vista estrutural. Por isso acho que deve ser estudada com o maior escopo hist\u00f3rico e te\u00f3rico poss\u00edvel, com poucas limita\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas. \u00c9 claro que existe algo indiz\u00edvel que nos conduz ou facilita a fazer certas coisas \u2013 podemos chamar de dom, aptid\u00e3o ou mesmo interesse. Mas isso n\u00e3o \u00e9 de forma alguma determinante, em minha opini\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>4) Qual a import\u00e2ncia de diversificar para a carreira de musicista? Voc\u00ea como educadora, pianista, arranjadora, compositora, e agora atuando em uma \u00e1rea que parece mais administrativa da funda\u00e7\u00e3o OSESP?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ent\u00e3o\u2026 isso pra mim foi um caminho natural, tanto por ter muitos interesses mesmo, como por ter, acho, um perfil mais dispersivo. Sempre tive uma pontinha de inveja daquelas pessoas que desde cedo sabem que querem aquela uma coisa bem espec\u00edfica e focam todas as energias nela\u2026 eu nunca tive isso, sempre gostei de muitas coisas diferentes e em geral fico fazendo malabarismos para elas coexistirem \u2013 ora uma sobressai sobre as demais, ora outra. Na minha experi\u00eancia, vejo que, por um lado, isso \u00e9 um diferencial, por outro, um fardo: um diferencial porque voc\u00ea fica uma pessoa vers\u00e1til e potencialmente interessante profissionalmente. Para me tornar professora na Faculdade de M\u00fasica Souza Lima, por exemplo, certamente contou o fato de eu conciliar a carreira acad\u00eamica (\u00e0 \u00e9poca eu estava finalizando o doutorado, e a titula\u00e7\u00e3o foi com certeza um diferencial) \u00e0 carreira art\u00edstica, j\u00e1 que a faculdade \u00e9 bem voltada \u00e0 pr\u00e1tica. Aqui na Osesp \u00e9 um diferencial eu ter a bagagem acad\u00eamica (ter uma pr\u00e1tica com a escrita e com a pesquisa), a forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de m\u00fasica e a viv\u00eancia pr\u00e1tica nesse campo, al\u00e9m de conhecimentos b\u00e1sicos sobre produ\u00e7\u00e3o, que fui aprendendo na gest\u00e3o de meus pr\u00f3prios projetos. Ent\u00e3o, nesse sentido, essa multiplicidade pode ser \u00f3tima. No entanto, eu tenho eternamente a sensa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o fa\u00e7o nenhuma das coisas \u00e0s quais me dedico com a profundidade que eu gostaria \u2013 porque, claro, n\u00e3o d\u00e1 tempo mesmo. E j\u00e1 virei muitas (muuuuitas) noites em fun\u00e7\u00e3o disso, para \u201cdar conta\u201d de tudo \u2013 afora abrir m\u00e3o de muitas coisas da vida pessoal, enfim\u2026 a hist\u00f3ria de todo m\u00fasico. Tenho procurado melhorar minha organiza\u00e7\u00e3o pessoal, especialmente agora que estou na Osesp, que exige bastante dedica\u00e7\u00e3o \u2013 e a organiza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o tem me inspirado nesse sentido. Outro \u201cfardo\u201d de fazer v\u00e1rias coisas \u00e9, muitas vezes, n\u00e3o se encaixar em um perfil profissional que j\u00e1 existe, e em vagas ou programas que j\u00e1 existem: a m\u00fasica que eu fa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 exatamente popular nem exatamente erudita \u2013 muitas vezes acontece de ela n\u00e3o se encaixar em programa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o mais restritas a uma coisa ou \u00e0 outra. Eu componho, mas n\u00e3o sou compositora erudita para, digamos, prestar concursos de composi\u00e7\u00e3o nesse \u00e2mbito. Tamb\u00e9m n\u00e3o sou pianista erudita nem pianista popular, exatamente, para, digamos, me adequar a um programa de aperfei\u00e7oamento espec\u00edfico em uma das duas \u00e1reas. Ent\u00e3o, com frequ\u00eancia, tenho que ter uma atitude pr\u00f3-ativa em rela\u00e7\u00e3o a abrir meus pr\u00f3prios caminhos (o que \u00e9 mais uma coisa pra fazer no meio das outras, rs), ou me adequar a um caminho que j\u00e1 existe, mas que me preenche apenas parcialmente, e fazer as outras coisas em paralelo.<\/p>\n<p>Afinal, acho que \u00e9 uma quest\u00e3o de perfil \u2013 de se interessar por muitas coisas, ou de se interessar por poucas coisas e aprofundar-se nelas. Acho que ambos s\u00e3o importantes e que s\u00e3o mutuamente complementares. Mas j\u00e1 perdi muito sono antes de chegar a essa conclus\u00e3o e aceitar que tenho o primeiro perfil, rs\u2026<\/p>\n<p><strong><em>5) Quais as expectativas para fun\u00e7\u00e3o que iniciou na funda\u00e7\u00e3o OSESP no \u00faltimo m\u00eas? E como \u00e9 para uma musicista atuar em um setor que envolve pr\u00e1ticas administrativas? A universidade para o curso de m\u00fasica oferece as ferramentas para tal atua\u00e7\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Na Osesp sou Assessora Art\u00edstica, isto \u00e9, assessoro o Diretor Art\u00edstico Arthur Nestrovski em suas fun\u00e7\u00f5es na Funda\u00e7\u00e3o Osesp. A Funda\u00e7\u00e3o Osesp n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Orquestra: \u00e9 tamb\u00e9m o Coro da Osesp, o Quarteto Osesp (quarteto de cordas), o Coro Acad\u00eamico (um coro profissionalizante para jovens), o Coro Infantil, a Academia da Osesp (para profissionaliza\u00e7\u00e3o de jovens m\u00fasicos), o Selo Digital (CDs lan\u00e7ados pela Osesp), o Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e a Editora da Osesp (editora\u00e7\u00e3o de partituras), todas as publica\u00e7\u00f5es da Osesp: a Revista Osesp, os livretos com notas de programa\u2026 afora isso h\u00e1 os programas de difus\u00e3o e os educacionais \u2013 alguns feitos em parceria com outras institui\u00e7\u00f5es \u2013 como os Concertos Digitais (transmiss\u00e3o online de concertos), o Falando de M\u00fasica (palestras did\u00e1ticas sobre os programas dos concertos), os Concertos Acess\u00edveis (com audiodescri\u00e7\u00e3o), o Descubra a Orquestra (concertos did\u00e1ticos para crian\u00e7as), e muitos outros \u2013 \u00e9 bastante coisa, ainda estou tentando assimilar tudo! E \u00e9 o Diretor Art\u00edstico que responde (embora n\u00e3o de maneira unilateral) pelo vi\u00e9s art\u00edstico dessas atividades. Meu papel \u00e9 assessor\u00e1-lo balizando as a\u00e7\u00f5es, intermediando os envolvidos e acompanhando a execu\u00e7\u00e3o das atividades da Osesp para que elas estejam de acordo com o projeto art\u00edstico da institui\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o h\u00e1 sim uma parte mais burocr\u00e1tica, mas h\u00e1 tamb\u00e9m bastante espa\u00e7o para a criatividade \u2013 mais do que eu imaginava. Como ser\u00e3o as pr\u00f3ximas Temporadas, quais artistas ser\u00e3o convidados, quais ser\u00e3o os programas dos concertos, como ser\u00e3o os textos que falam sobre esses programas\u2026 esses assuntos fazem agora parte do meu cotidiano. Recentemente foi lan\u00e7ada a edi\u00e7\u00e3o 2019 da Revista Osesp, para a qual tive a honra de escrever um artigo, e foi um grande aprendizado participar de sua editora\u00e7\u00e3o (\u00e9 poss\u00edvel ler a vers\u00e3o online da Revista aqui: https:\/\/bit.ly\/2Jo4j43; para quem quiser a vers\u00e3o impressa, ela est\u00e1 \u00e0 venda na Sala S\u00e3o Paulo). Tamb\u00e9m lido com as negocia\u00e7\u00f5es sobre a vinda dos artistas convidados, e sou a pessoa a quem chegam propostas de pessoas que querem colaborar artisticamente com a Osesp \u2013 estou \u201cdo outro lado do balc\u00e3o\u201d, e isso me d\u00e1 a oportunidade de ver como a engrenagem funciona de uma outra maneira, e em alto n\u00edvel. Tenho aprendido muito e isso j\u00e1 est\u00e1 se refletindo na maneira como eu mesma tenho pensado minha carreira e meu engajamento no mercado. Afora isso, estou pr\u00f3xima do fazer musical cotidiano da orquestra, o que \u00e9 muito enriquecedor, pois seus m\u00fasicos s\u00e3o incr\u00edveis, e passam por aqui maestros e solistas de enorme envergadura. Enfim, est\u00e1 sendo uma experi\u00eancia maravilhosa e cheia de aprendizados. A grande quest\u00e3o \u00e9 dosar o tempo (voltamos ao assunto anterior\u2026). No momento estou fazendo \u201cjornada dupla\u201d e fico no piano depois do expediente. E, justo agora, minha carreira art\u00edstica tamb\u00e9m voltou mais \u00e0 ativa (fruto de esfor\u00e7os que iniciei, principalmente, no ano passado), depois de um importante sil\u00eancio no qual precisei olhar para dentro, antes de ter algo a dizer novamente.<\/p>\n<p>O curso de m\u00fasica me preparou para esse trabalho na medida em que me abriu muitas portas \u2013 mas eu tive que entrar e percorrer o caminho que cada uma ofereceu. Por exemplo: tive o privil\u00e9gio de ter tido bolsas para a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas a vida toda (FAPESP, CAPES e Fulbright). Mas eu tive que fazer as pesquisas, o que \u00e9 um trabalh\u00e3o, rs. Fui boa aluna na faculdade praticamente toda. E fiz v\u00e1rias outras coisas em paralelo, que me enriqueceram profissionalmente. N\u00e3o h\u00e1 uma linha reta (ainda bem!).<\/p>\n<p>Tenho consci\u00eancia de que fui muito privilegiada (e ainda sou), podendo ter feito as escolhas que queria e tendo oportunidades para me desenvolver nas \u00e1reas que escolhi. Isso infelizmente \u00e9 para poucos no Brasil. O que acho que tenho de m\u00e9rito \u00e9 ter aproveitado essas oportunidades \u2013 o que, no fundo, dado o contexto, era minha obriga\u00e7\u00e3o moral com o que recebi.<\/p>\n<p><strong><em>6) Qual a import\u00e2ncia de uma carreira acad\u00eamica consolidada nos dias de hoje? Faz parte tamb\u00e9m da diversifica\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o profissional, mas como dividir aten\u00e7\u00f5es entre tantas faces que precisamos desenvolver?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Na minha trajet\u00f3ria foi essencial. Hoje em dia acho que todo m\u00fasico em come\u00e7o de carreira \u2013 a n\u00e3o ser que j\u00e1 tenha uma carreira consolidada ou n\u00e3o queira mesmo \u2013 deve tentar fazer um curso superior, pois isso abre muitas portas. Mas, novamente: o curso abre as portas, n\u00e3o percorre os caminhos para voc\u00ea. Ainda mais nas \u00e1reas da m\u00fasica como performance ou como cria\u00e7\u00e3o, nas quais o fazer em si conta muito mais que o diploma. Enfim, acho que o curso (mais que o diploma em si) \u00e9 importante, mas o trabalho \u00e9 de cada um. Em rela\u00e7\u00e3o a diversificar as atividades, para mim foi essencial tamb\u00e9m. Contudo, como disse, n\u00e3o acho que todos t\u00eam o mesmo perfil, e h\u00e1 pessoas que s\u00e3o muito felizes e t\u00eam sucesso fazendo poucas coisas muito bem\u2026 Acho importante os m\u00fasicos jovens experimentarem diversas atividades e perceberem o que gostam e o que n\u00e3o gostam de fazer \u2013 a gente s\u00f3 sabe mesmo fazendo. De fato acho que existe uma press\u00e3o do mercado para que os profissionais sejam multi-facetados, mas acho que o importante \u00e9 ser feliz, e tudo que a gente faz com o cora\u00e7\u00e3o e com afinco \u2013 tendo oportunidades para isso \u2013 frutifica. Acho que a escolha deve ser por a\u00ed, ao menos sempre que poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong><em>7) Como \u00e9 o mercado musical em sua vis\u00e3o perante a sociedade? \u00c9 poss\u00edvel observar uma discrep\u00e2ncia de g\u00eanero em determinadas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o do musicista. Na \u00e1rea da reg\u00eancia, composi\u00e7\u00e3o, e arranjo, a discrep\u00e2ncia entre profissionais atuantes chega a ser assustadora. As oportunidades para consolida\u00e7\u00e3o da carreira das musicistas e dos musicistas s\u00e3o as mesmas?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Hoje em dia h\u00e1 um crescente debate sobre o tema, que acho essencial. S\u00e3o mil\u00eanios de domina\u00e7\u00e3o social masculina, contra d\u00e9cadas (ou, no m\u00e1ximo, poucos s\u00e9culos, dependendo de quando come\u00e7amos a contar) de luta mais intensa por direitos iguais. De fato, h\u00e1 gritantemente menos regentes, compositoras e arranjadoras mulheres que homens. Acho sim que existem oportunidades diferenciadas para consolida\u00e7\u00e3o nas carreiras, mas eu gostaria de abordar uma quest\u00e3o mais t\u00eanue, sobre a qual venho refletindo h\u00e1 algum tempo. De uma maneira geral, a adequa\u00e7\u00e3o social \u00e9 muito (MUITO) mais cobrada das mulheres que dos homens. Vestir-se e portar-se \u201cadequadamente\u201d \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o muito mais intensa no cotidiano feminino que no masculino: h\u00e1 uma linha t\u00eanue entre ser \u201cousada\u201d e ser \u201cvulgar\u201d, entre ser \u201celegante\u201d ou \u201ccomportada demais\u201d, por exemplo. E seremos certamente julgadas socialmente ao transpassar essa linha imagin\u00e1ria. Da\u00ed decorre que a autocr\u00edtica \u2013 ou autocensura \u2013 \u00e9 algo incorporado pelas mulheres desde a tenra inf\u00e2ncia (mesmo que seus n\u00facleos familiares sejam feministas, como foi o meu, elas sofrer\u00e3o essa press\u00e3o fora de casa). E tanto atividades de cria\u00e7\u00e3o (como a composi\u00e7\u00e3o, a improvisa\u00e7\u00e3o, o arranjo) como posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a (como a reg\u00eancia) requerem um alto grau de exposi\u00e7\u00e3o e de autoconfian\u00e7a, a despeito de cr\u00edticas que possam surgir. Isso \u00e9 algo dif\u00edcil a priori, para homens e mulheres \u2013 mas, dado o contexto, me parece incrivelmente mais dif\u00edcil para as mulheres. E, de um ponto de vista mais hol\u00edstico, mas que acho muito real, n\u00f3s mulheres carregamos em nossos corpos e almas as hist\u00f3rias de gera\u00e7\u00f5es de mulheres que n\u00e3o foram o que gostariam ou poderiam ter sido; que abriram m\u00e3o de suas identidades ou sonhos em fun\u00e7\u00e3o de seus maridos, de suas obriga\u00e7\u00f5es sociais, de suas fam\u00edlias. Romper com esse padr\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tarefa simples, tampouco individual. \u00c9 como se nad\u00e1ssemos contra a corrente. Felizmente, somos cada vez mais nadadoras, e uma hora chegaremos a um equil\u00edbrio. Mas, at\u00e9 l\u00e1, ainda temos que dar muitas bra\u00e7adas!<\/p>\n<p>Na minha carreira, felizmente, do ponto de vista estritamente individual, n\u00e3o houve nenhuma situa\u00e7\u00e3o significativa na qual eu tenha perdido uma oportunidade ou tenha ficado em piores condi\u00e7\u00f5es por ser mulher. Considero isso uma sorte tremenda, considerando as hist\u00f3rias de tantas outras mulheres. Mas, mesmo assim, vivi (e ainda vivo) v\u00e1rias pequenas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o determinantes para minha carreira nas quais tive algo negativo agregado ao fato de ser mulher. Nesse sentido, \u00e9 ainda uma batalha di\u00e1ria \u2013 dentro e fora da gente.<\/p>\n<p><strong><em>8) Chega a ser vergonhoso cursos de hist\u00f3ria da m\u00fasica em cursos livres e universidades que n\u00e3o citam compositoras, seja para a m\u00fasica popular ou para a m\u00fasica erudita, como mudar esse processo e demonstrar obras t\u00e3o valiosas da m\u00fasica brasileira e mundial?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Bem, acho que aqui h\u00e1 duas quest\u00f5es: uma \u00e9 reconhecer que o protagonismo nessa \u00e1rea (bem como praticamente todas as \u00e1reas de cria\u00e7\u00e3o) esteve na maior parte da hist\u00f3ria restrito ao universo masculino, e portanto h\u00e1 de fato menos mulheres que homens que tiveram a chance de se desenvolver como compositores\/as ao longo da hist\u00f3ria da m\u00fasica. Acho que o primeiro ponto \u00e9 problematizar o fato: por que h\u00e1 mais compositores que compositoras na hist\u00f3ria da m\u00fasica? Colocar isso em foco, ao meu ver, \u00e9 reconhecer o problema \u2013 sempre o primeiro passo da sua resolu\u00e7\u00e3o. A segunda a\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, \u00e9 efetivamente incluir as mulheres nos cursos e livros de hist\u00f3ria da m\u00fasica, nos concertos, nos simp\u00f3sios, etc. Isso j\u00e1 est\u00e1 acontecendo, de forma cada vez mais intensificada, ao meu ver \u2013 mas ainda h\u00e1 muito por fazer. Contudo, acho fundamental que o principal crit\u00e9rio seja a qualidade do trabalho em si \u2013 acho que perdemos for\u00e7a e entramos na l\u00f3gica reversa se colocamos em destaque uma mulher pelo simples fato de ser mulher. Caso n\u00e3o haja um n\u00famero significativo de mulheres com produ\u00e7\u00e3o relevante para serem mencionadas ou inclu\u00eddas em determinado contexto (livro de hist\u00f3ria, aula, programa\u00e7\u00e3o), acho que o fato em si precisa ser debatido \u2013 isso me parece uma a\u00e7\u00e3o mais efetiva que incluir uma mulher sem produ\u00e7\u00e3o relevante no contexto pelo simples fato de ser mulher. Contudo, essa \u00e9 minha opini\u00e3o pessoal e sei que o tema \u00e9 complexo e vem sendo debatido por grupos e estudiosos \u2013 n\u00e3o tenho autoridade de fala nesse sentido.<\/p>\n<p><strong><em>9) Quais projetos tem desenvolvido? E quais conselhos voc\u00ea daria a uma musicista iniciando sua carreira hoje, com a decis\u00e3o de ingressar nessa \u00e1rea profissional?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>No momento estou muito envolvida com o universo da can\u00e7\u00e3o. Em 2012, musiquei poemas de Manoel de Barros para um projeto de m\u00fasica, poesia e teatro. Isso me levou aos poemas de meu av\u00f4, Simon Tygel, um poeta belga judeu que imigrou ao Brasil fugindo do nazismo, em 1939. Ele escreveu sempre em franc\u00eas, e no Brasil foi protegido de Guilherme de Almeida, que prefaciou seu primeiro livro e traduziu outros tr\u00eas de seus 16 livros. Comecei a musicar seus poemas e encontrei um universo enorme tanto na sua produ\u00e7\u00e3o (muitos livros in\u00e9ditos), como em sua biografia, que \u00e9 interessant\u00edssima \u2013 nisso conto com a valorosa ajuda de Marc Storms, pesquisador do patrim\u00f4nio belga no Brasil.<\/p>\n<p>No momento estou desenvolvendo o projeto de can\u00e7\u00f5es sobre poemas de meu av\u00f4, e dando continuidade ao projeto sobre poemas de Manoel de Barros, agora repaginado para um show \u2013 em ambos, conto com a parceria maravilhosa da Tatiana Parra (tamb\u00e9m professora na Faculdade de M\u00fasica Souza Lima), que era a voz para a qual eu j\u00e1 escrevia muito antes de trabalharmos juntas! Est\u00e1 sendo uma alegria e um grande aprendizado tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Na semana passada participamos do Festival da Francofonia da Alian\u00e7a Francesa de Bras\u00edlia, com o show de can\u00e7\u00f5es sobre poemas de meu av\u00f4, e no dia 19 de abril estaremos no Ita\u00fa Cultural, em S\u00e3o Paulo, com o show com can\u00e7\u00f5es sobre poemas de Manoel de Barros, com participa\u00e7\u00e3o de Neymar Dias (viola caipira).<\/p>\n<p>O conselho que eu daria a jovens musicistas\u2026? N\u00e3o me sinto muito na posi\u00e7\u00e3o de dar conselhos ainda, rs, mas acho que diria algumas coisas que s\u00e3o importantes para mim, e que eu gostaria de ter ouvido quando era mais nova: 1) Experimente muitas coisas, descubra o que te faz feliz. Voc\u00ea s\u00f3 vai descobrir fazendo. 2) Se voc\u00ea tiver isso j\u00e1 claro, paute sua carreira por essa prioridade e n\u00e3o pelo que (voc\u00ea acha que \/ te dizem que) o mercado \u201cespera\u201d. Pessoalmente sempre fui muito prudente no sentido de n\u00e3o arriscar tudo pelo sonho, mas o sonho sempre esteve l\u00e1. No fundo, o conselho \u00e9: \u201cn\u00e3o se venda\u201d. N\u00e3o mude seu sonho pelo mercado ou pela seguran\u00e7a, n\u00e3o adeque seu som ao que voc\u00ea acha que vai vender mais, ou que ser\u00e1 mais aceito. Se precisar desviar o caminho, desvie, se precisar esperar, espere \u2013 mas n\u00e3o mude o que \u00e9 essencial para voc\u00ea. Quando a gente est\u00e1 de acordo com essa \u201cverdade\u201d, o universo conspira a favor. 3) Tudo o que se propuser a fazer, goste ou n\u00e3o, seja relevante ou n\u00e3o \u2013 uma vez que se prop\u00f4s a fazer, fa\u00e7a bem-feito. Honre seus compromissos, tenha gratid\u00e3o. Tudo que vai, volta! 4) Lute como uma garota!! Mas tenha consci\u00eancia tamb\u00e9m que a gente compra uma briga mais dif\u00edcil sendo mulher, e al\u00e9m de for\u00e7a \u00e9 preciso sororidade, autocompreens\u00e3o e empatia para com nossas pr\u00f3prias hist\u00f3rias \u2013 tanto nossas hist\u00f3rias individuais como as das gera\u00e7\u00f5es de mulheres que carregamos conosco. Em algum lugar, acredito que todas elas est\u00e3o torcendo por n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong><em>Car\u00edssima J\u00falia, agrade\u00e7o muit\u00edssimo a entrevista.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Eu que agrade\u00e7o, car\u00edssimo Jo\u00e3o, e o parabenizo pela iniciativa! Muito bacana que voc\u00ea tenha proposto fazer o mesmo n\u00famero de entrevistas com homens e mulheres. Acredito que s\u00e3o a\u00e7\u00f5es assim \u2013 feitas tanto por mulheres como por homens \u2013 v\u00e3o, gradativamente, mudando nosso contexto.<\/p>\n<p><strong><em>Obrigado J\u00falia. A contribui\u00e7\u00e3o com uma nova gera\u00e7\u00e3o de musicistas profissionais, melhores formados, mais informados, \u00e9 um legado que com certeza teremos em comum.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Com certeza, que assim seja!<\/p>\n<p><strong><em>Um abra\u00e7o!<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Outro!<\/p>\n<p><strong><em>Entrevista realizada por e-mail em 24 de mar\u00e7o de 2019.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Foto de Tarita de Souza! Acervo pessoal da musicista entrevistada.<\/em><\/p>\n<p>#VemProSouzaLima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie Quero ser musicista traz sua segunda entrevistada: a educadora, pianista, arranjadora, produtora J\u00falia Tygel, que trouxe um relato pleno e completo de sua carreira, dificuldades e \u00eaxitos. Inspirador. 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