Uma breve história das vozes femininas no Brasil

Na fase mais triste do canto Brasileiro, e que já dura mais de vinte anos ao menos no centro do mercado fonográfico e adjacentes do meio audiovisual, o Brasil ensurdeceu.

Mesmo produzindo vozes únicas escondidas entre as gravações independentes, o som que ecoa nas rádios e programas televisivos é de voz rala e pobre. Ou de mirabolismo típico de outras tradições.

O Brasil é de fato um país da canção. Mas por que dezenas de jovens cantoras brasileiras se entregam aos feitios dissociado do canto como tradição? Existe no Brasil uma forma equacionada, repleta, que valoriza a individualidade em prol do coletivo.

Cada voz respeita o timbre. Transitamos então a um antagônico modelo de bell canto distorcido entre tradições que não são nossas.

Sempre me entristeceu que as pessoas reconhecessem a figura ÍMPAR de Aracy de Almeida, como “aquela jurada do Sílvio Santos”! Não! Não! Não! Aracy é uma das figuras mais importantes da voz feminina no Brasil. Foi par de Mário Reis e Francisco Alves! Foi a maior referência de Elizeth Cardoso! Citada como referência por todas as vozes que vieram a seguir!

O Brasil é o país do esquecimento? Sim, é. Infelizmente.

Essa série de infográficos tem por objetivo nomear os instrumentistas, cantores, e cantoras, que compuseram o fazer musical brasileiro. Uma história que no mercado fonográfico ultrapassa 100 anos.

Cada voz representa a unicidade e a coerência da música brasileira.

Cada voz representa as mudanças que a música propiciou.

Cada voz representa o ecoar de compositores. Sem Elis Regina, o que seria de João Bosco e Aldir Blanc? De Renato Teixeira? Sem Nara Leão, o que seria de Chico Buarque, Sydney Miller, Cartola e Zé Kéti?

Sem Aracy de Almeida, o que seria de Noel Rosa?

Vamos conhecer um pouco dessas vozes tão fundamentais da história da música brasileira nesse infográfico com pesquisa e texto por mim assinados, João Marcondes, para design do amigo Jean Forrer. 

 

joão marcondes

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João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico das unidades Moema, Alphaville, Ribeirão Preto e Lençóis Paulistas. É idealizador e coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular (extensivo e semi-intensivo), do Curso Técnico em Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, que ocorrem na unidade Paraíso. João Marcondes atua na instituição em tarefas administrativas como assistente de direção, e ainda é diretor da editora Souza Lima. É editor e autor do BLOG Souza Lima, com mais de quinhentas publicações (BR, ES e EN). É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Composições e obras disponível no Spotify, Deezer e iTunes Music.