Quero ser Músico! Copista? Arquivista?

A série “Quero ser músico” chega ao seu momento derradeiro. Já falamos do arranjador, do produtor, do instrumentista, do educador musical, do regente, do artista, do compositor, do pesquisador, do musicoterapeuta… Agora copista? Arquivista?

Construímos um norte ao apresentar cada área de atuação do musicista. Desde o princípio a série possui este objetivo. E progressivamente adentra em áreas desconhecidas de atuação do músico.

Afinal o que é copista?

Copista é o músico responsável por produzir partituras.

Se formos alfabetizados musicalmente podemos atuar diretamente com a função do copista. Atuamos em causa própria, como copistas, quando produzimos nossas próprias partituras, de nossas próprias obras.

Houve um tempo que a profissão do copista era fundamental para editoração das partituras. Mas primeiramente os copistas foram assistentes de compositores, que para aperfeiçoarem seu trabalho, ditavam frases musicais para que fossem copiadas.

O copista foi de certo modo um aprendiz. Dotado de um ouvido especial, por vezes absoluto, capaz de pautar com rapidez uma ideia musical.

O copista nos dias de hoje pode atuar no registro de obras musicais juntos a Biblioteca Nacional contribuindo com compositores populares que não possuem escrita musical.

O copista pode atuar como assistente do maestro ou arranjador adaptando obras para determinado agrupamento. Ressaltando que adaptar sem intervir esteticamente, como faria um arranjador.

E o arquivista?

O músico atualmente expandiu sua colocação no mercado de trabalho com a função de arquivista – um músico conhecedor do repertório orquestral, versado na escrita musical, e que atua diretamente com as Orquestras para organização das partituras internamente, distribuição aos naipes e instrumentistas das obras pela solicitação do maestro ou diretor artístico.

Alguns músicos atuantes na função de arquivista foram em outro momento copistas.

Parece uma função burocrática, mas que está diretamente envolta a expertises complexas do estudo da música como solfejo e o desenvolvimento do ouvido interno, leitura em mais de uma clave, e o conhecimento da organologia. Tudo para que o músico reconheça determinadas partituras caso falte organização numérica primária.

O saber musical consolidado é fundamental.

Pode ser que quando se planeja a carreira em música se sonha apenas com o palco, com o tocar, com o compor. Haja vista que a música possui atividades fundamentais para um desenvolvimento pleno. A atividade do arquivista é primordial.

Há concursos públicos para área de arquivista e possuem como pré-requisito a graduação em música.

Vale conhecer cada área e se dedicar! A atividade do copista e do arquivista pode não atender o músico que quer vivenciar o palco, mas atende quem possui amplo conhecimento em música ou quer adquiri-lo e se esquiva das apresentações comuns na carreira de musicista.

Conhece as outras publicações do Quero ser músico?

SHARE
Previous article7 verdades sobre a profissão do músico
Next articleHistória da Música Brasileira – Parte 3/3
João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico das unidades Moema, Alphaville, Ribeirão Preto e Lençóis Paulistas. É idealizador e coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular (extensivo e semi-intensivo), do Curso Técnico em Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, que ocorrem na unidade Paraíso. João Marcondes atua na instituição em tarefas administrativas como assistente de direção, e ainda é diretor da editora Souza Lima. É editor e autor do BLOG Souza Lima, com mais de quinhentas publicações (BR, ES e EN). É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Composições e obras disponível no Spotify, Deezer e iTunes Music.