Quem ouviu? Quem viu? Quando viu? Audição!

joão marcondes

Finalizamos as publicações da série “Quem ouviu? Quem viu? Quando viu?” e claro, ansioso pelo o que virá nos próximos passos da história humana! Ressalto: Como ouviremos música no futuro? 

LP, Fita Cassete, CD, iPod ou Mp3 Player, streaming…

Os elementos da série ainda conservo em meus acervos. Ainda uso. Ainda ouço meus antigos e novos vinis. Ainda tenho canções gravadas que consulto ocasionalmente em um antigo gravador de fitas cassete. E ainda possuo uma excelente coleção de cds. Utilizo meu iPod e assino um bom streaming. Cada um com seu valor.

Diferenças em cada mecanismo? 

Há variações de qualidade, sem dúvidas. Mas muito mais do que as questões de audição descritas por mil especialistas defensores de um ou outro reprodutor, peça ou aparelho, há uma experiência sensorial em foco.

Ouvir música em um Long Play, com um encarte nas mãos, cujo ouvido se lança a perceber aquele músico descrito na ficha técnica, quase que imediatamente, não é o mesmo que ouvir uma música perdida no escopo do streaming de celular.

Alguém poderia argumentar do youtube, realmente, ver e ouvir a música parece ainda mais legal. Algo que existe há tempos no Brasil da televisão, desde os anos 1960 com os programas de auditório. Mas o que ouvimos quando vemos?

Por curiosidade? Por vontade? Por busca de aprendizagem?

Aprendemos menos ouvindo do que lendo? Aprendemos mais vendo e ouvindo do que lendo?

Se reunirmos todos os sentidos nosso aprendizado estará completo!

Um elo perfeito.

Como procurar essa experiência apenas no streaming então?

Se experiência traz valores distintos, alguém poderia dizer: “O streaming é muito mais prático para trocar de música”, “Para pesquisar”…

Mas isso por outro lado, no streming, ouvimos menos um artista do que ouviríamos em um LP. Conhecemos apenas por superficialidade. Uma música. Algo que a audição do CD de certo modo já havia feito.

Mas no tempo do fonógrafo era assim! Fato! E na primeira fase dos discos de cera também. Era uma música por vez. Sem saber quem tocava. Sem conhecer a face do artista. Regredimos?

Como orientar nossa audição em tão diferentes formas de apreciação?

Observando a geração 2000 percebo menos envolvimento com seus artistas.

Menos dedicação a conhecer cada trabalho. E quando essa dedicação existe está para artistas totalmente comerciais, desses do centro hierárquico do mercado fonográfico. E pouquíssimo para artistas brasileiros.

Sabe aquela ideia de quem gosta de Chico Buarque não gosta de Caetano Veloso? E vice-versa? Uma verdadeira lenda de competitividade e antagonismo. Será que ainda existe audição competitiva com esses artistas criados?

Como ouvir música então?

Como referência de audição:

  1. Procure identificar os instrumentos que compõe a gravação.
  2. Procure em cada audição as deixas e variações dos instrumentos.
  3. Amplie a percepção da música.

Bem, são ideias, de uma série muito divertida de compartilhar.

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João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico das unidades Moema, Alphaville, Ribeirão Preto e Lençóis Paulistas. É idealizador e coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular (extensivo e semi-intensivo), do Curso Técnico em Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, que ocorrem na unidade Paraíso. João Marcondes atua na instituição em tarefas administrativas como assistente de direção, e ainda é diretor da editora Souza Lima. É editor e autor do BLOG Souza Lima, com mais de quinhentas publicações (BR, ES e EN). É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Composições e obras disponível no Spotify, Deezer e iTunes Music.