Quando uso bequadro na partitura?

bequadro

O bequadro é um símbolo da grafia das alturas que possui a função de cancelar um acidente seja sustenido ou bemol. Seja alterando um acidente ocorrente – posto provisoriamente, ou fixo – de uma armadura de clave.

O Sustenido eleva a nota ou representa a elevação de uma nota em um semitom. O Bemol diminui a nota ou representa a diminuição da nota em um semitom.

O Sustenido (#) e Bemol (b) atuam tanto como acidente ocorrente, que surge em determinado compasso, alterando uma mesma altura a partir de seu surgimento, até o fim do mesmo compasso, e também podem ser utilizados como acidente fixo, disposto a seguir da armadura de clave, mas que altera qualquer altura disposta para a nota que se propõe alterar. Ambos também são vistos em cifras da música popular.

Por exemplo?

O fá sustenido na quinta linha da clave de sol, como acidente fixo, armadura de clave, altera quaisquer alturas seja na terceira linha suplementar inferior, no primeiro espaço do pentagrama, na própria quinta linha, ou no quarto espaço suplementar superior.

Aplicação do Bequadro

  1. O bequadro cancela o acidente (sustenido ou bemol) em um compasso, basta coloca-lo na mesma altura na medida de que se planeja regressar ao som natural.
  2. Quando há acidentes fixos o bequadro age como um acidente ocorrente. A alteração do bequadro então valerá alterando a mesma altura para um compasso, ou seja, cancela-se sua influência no compasso seguinte – a altura volta a responder a influência da armadura de clave, através de seus acidentes fixos.
  3. Ao se nomear a nota que recebeu bequadro, prefira chama-la pelo termo natural. Por exemplo: fá natural, ao invés de fá bequadro. Bequadro não nomeia variação de altura, justo posto, não faz sentido gerar leitura.
  4. O bequadro assim como o sustenido e o bemol antecipa a comunicação da altura, e deve ser pautado na mesma linha ou no mesmo espaço da nota que se pretende modificar antecipadamente.
  5. O bequadro não precisa ser utilizado se a alteração ocorrente de um sustenido ou bemol que cessou em um compasso, como característica do acidente ocorrente, acabado o compasso acabada a influência. Leia sobre acidente ocorrente.

Conclusão

Algumas teorias serviram para justificar a escrita simplificada, por questões como tempo, recursos tecnológicos da época, e qualquer abreviação auxiliava  no processo de escrita que contribuía diretamente aperfeiçoando a função do compositor, copista, arranjador.

Vale saber a teoria para que se consolide a prática, afinal o estudo da música é nosso objetivo central!

#VemProSouzaLima

Já leu o infográfico de Alturas? Na publicação há bons exemplos de Acidentes!

E reparou que o novo logotipo da nossa parceira Berklee College of Musicé um bequadro! Sim, a história já o chamou o acidente híbrido de “B” quadrado e agora virou logomarca.

SHARE
Previous articleEscrever o nome silábico em cima do desenho da nota é bom para aprender a ler partitura?
Next articleQuais são as partes de uma figura de duração musical?
João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico das unidades Moema, Alphaville e Ribeirão Preto. Também é idealizador e coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular de Música (extensivo, semi-intensivo e intensivo), do Curso Técnico em Processos Fonográficos - Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, cursos que ocorrem na unidade Paraíso. João Marcondes também atua na instituição em tarefas administrativas, é assistente de direção da instituição e diretor da editora Souza Lima. É autor do BLOG Souza Lima e do BLOG Souza Lima - Magazine Luiza! É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Suas composições e obras fonográficas estão disponíveis para audição no Spotify, Deezer e iTunes Music.