Quando o jazz invadiu as faculdades de música?

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Quando o jazz invadiu as faculdades de música?

É assustador que em um país como o Brasil ainda engatinhe quanto a educação musical – lógico que trata-se de um projeto de poder cientes dos benefícios da música.

Um país tão rico musicalmente ainda convive com a unicidade de discurso nos impeditivos e ranhuras que promove as faculdades de música popular – e isso reflete na sociedade.

O jazz invadiu as faculdades de música no Brasil por ter sido o primeiro gênero musical e por tanto, ou para tanto, estilo, a ser estudado em música popular. Estudar jazz começa na década de 1950 nos Estados Unidos.

Como se tratava de uma única universidade que abriu os olhos para o que se fazia na indústria fonográfica, o jazz naquele tempo conservava certo protagonismo, a soma é importante para justificar a presença do jazz na universidade.

E poderíamos até falar sobre o princípio de uma baixa do jazz na indústria fonográfica na década de 1950.

Como começou o problema no Brasil?

Justamente músicos do mundo vislumbrados com a chance de estudar música popular foram a esse lugar –a Berklee – e transmitiram ao voltar aos seus países o que lá aprenderam. Algo natural.

Antecipadamente adianto que não sou contra o ensino do jazz, o que sou contra é que o jazz seja exclusivo, e das mentiras que se propaga nas afirmações que condicionam o jazz como o mais alto estágio da música e que isso te leva a tocar tudo. Uma mentira.

Todos os estilos e gêneros musicais possuem níveis. Há um nível muito simples de tocar violão em um samba, e há a maneira João Bosco ou Dino Sete Cordas.

Na década de 1960 e 1970 muitos estudantes brasileiros foram a Berklee, e começaram a lecionar por aqui. A vontade do oprimido é se tornar opressor, pensando como Paulo Freire, caso a educação deixe de ser libertadora. Eis aí a questão.

Repetimos no Brasil os padrões que aprenderam por lá totalmente alheios a realidade de quem somos, o brasileiro como músico tardio – por dezenas de motivos que elenquei em outros textos.

Veja a solução!

Adianto que é algo que tem que acabar. E sem que sejamos radicais para que outro gênero se estabeleça como objeto de estudo.

Um programa bacharelado em instrumento popular deve capacitar o estudante para todas as ações de instrumentista – para gêneros e estilos, para que as oportunidades profissionais que lhe surjam, se veja pronto.

E lembre-se de outro artigo: Quem toca jazz, toca jazz.

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Primeiro me segue no instagram: joaomarcondesoficial! Eu sou o Professor João Marcondes! Sou coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular de Música (extensivo, semi-intensivo e intensivo), do Curso Técnico em Processos Fonográficos - Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, cursos que ocorrem na unidade Paraíso. Também coordeno programas livres como Arranjo para pequenos agrupamentos, Arranjo para agrupamentos médios, Composição Instrumental. E coordeno as unidades Moema e Alphaville desde 2010. Também atuo na instituição em tarefas administrativas, como assistente de direção da instituição e diretor da editora Souza Lima. Sou autor do BLOG Souza Lima e do BLOG Souza Lima - Magazine Luiza! Meus livros e métodos estão publicados no KINDLE - Amazon em parceria com a Editora Souza Lima. Sou educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Suas composições e obras fonográficas estão disponíveis para audição no Spotify, Deezer e iTunes Music. É diretor e fundador da gravadora BAC Discos! www.bacdiscos.com/ Segue no instagram; https://www.instagram.com/joaomarcondesoficial/