Organologia – Cordofones

Como parte integrante da coleção Universo dos Sons, e parte fundamental da definição Glossário do nosso BLOG, lançamos com essa publicação a relação dos instrumentos musicais identificados pela Organologia.

O primeiro tratado a respeito da Organologia provém do conservador do museu belga Victor-Charles Mahillon, que publicou o “Catalogue déscriptif et analytique du Musée Instrumental du Conservatoire Royal de Musique de Bruxelles”, ainda no século XIX.

Identificando os instrumentos pela forma de emitir som, por cordas, ventilação humana, membrana com e sem altura definida, elevamos a análise da sonoridade obtida por cada combinação. Isto é organologia.

A Organologia avançou em parâmetros e análises, que representam a consolidação do pensamento musical.  Os instrumentos também podem ser identificados por função. Passo que exerce em cada agrupamento: se melódica, harmônica, rítmica, ou combinadas.

Os cordofones

Para a primeira publicação da série, os cordofones. Instrumentos que emitem alturas através de diversos mecanismos como o pinçar, a fricção, e a ação percussiva.

A forma de se obter som se relaciona diretamente com o timbre obtido. E dessa forma, que até possui variáveis oriundas da técnica expandida, os instrumentos são qualificados.

O violão, o cravo, a guitarra elétrica, o contrabaixo elétrico, a harpa estão em proximidade. Por serem instrumentos cordofones pinçados.

Cravo e piano?

Embora estejam relacionados pela menção histórica, as teclas não definem família para a organologia. O teclado eletrônico, acordeom, piano, cravo, escaleta, orgão, todos dotados de teclas, possuem definições organológicas distintas. Já que a forma que cada um desses instrumentos emite as alturas diverge, um por pinçar, outro pelo movimento da ventilação humana, outro em percutir.

Friccionar

A fricção define a ação habitual do violino, viola, rabeca, contrabaixo acústico, violoncelo. Claro, que podem surgir momentos pinçados, mas vale ressaltar que o timbre consolidado na análise organológica pontua ao ato de friccionar.

O contrabaixo acústico, por exemplo, no estilo jazzístico potencializa sua execução totalmente ao ato de pinçar. A organologia tradicional não prevê essa variação. Estaria nesse caso mais próximo ao instrumentos cordofones pinçados.

A organologia é um assunto interessantíssimo que muitos músicos desconhecem. Ignoram. E contribui diretamente a prática do arranjo e da instrumentação.

Vamos conhecer um pouco mais sobre esse assunto fascinante nesse infográfico preparado para vocês.

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João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico das unidades Moema, Alphaville, Ribeirão Preto e Lençóis Paulistas. É idealizador e coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular (extensivo e semi-intensivo), do Curso Técnico em Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, que ocorrem na unidade Paraíso. João Marcondes atua na instituição em tarefas administrativas como assistente de direção, e ainda é diretor da editora Souza Lima. É editor e autor do BLOG Souza Lima, com mais de quinhentas publicações (BR, ES e EN). É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Composições e obras disponível no Spotify, Deezer e iTunes Music.