O que é partitura?

partitura

Partitura é um objeto ou, nos dias de hoje, um arquivo digital que reúne símbolos representando valores físicos do som –  altura, duração, intensidade e timbre.

O registro dos sons por símbolos surgiu primitivamente em meados do século X exclusivamente grafando alturas, e apenas, por lembrete em texto litúrgico. A escrita da partitura nasceu em ambiente eclesiástico, da Igreja Católica, na reforma de Guido d’Arezzo (992 – 1050).

Não foi a primeira contribuição da igreja, já que o sistema alfabético (A B C D E F G – representando as notas), foi desenvolvido por Gregório o Grande, no século VI.

Mas e na partitura?

altura foi o primeiro elemento pautado, e representa parte da organização de uma melodia quando aos intervalos entre as alturas, e quando aliada a duração, concede precisão de escrita para uma ideia musical.

A duração foi o segundo elemento histórico incluído no registro da partitura. Primeiramente com a interpretação das palavras do Latim, a seguir com a escrita de proporcionalidade binária a partir da ideia de proporções quanto a um pulso constante.

intensidade, como expressividade, atingiu grafia simbólica sobre as alturas aplicada em partitura apenas no Romantismo, século XIX. Anteriormente havia termos do italiano que designavam interpretação (forte, mezzo, piano, por exemplo).

E o timbre como elemento simbólico atingiu grafia no século XX – mas se considerarmos a partitura destinada para um instrumento, o timbre  já está previsto nas obras musicais a partir do século XIV.

Na partitura

A altura está no pentagrama ou pauta musical, tanto quanto  na escolha da clave e no posicionamento da cabeça das notas nas linhas e espaços. Ampliados, na expansão da tessitura, pelo que chamamos de linhas e espaços suplementares inferiores e superiores.

A altura composta em conjuntos se relaciona com as tonalidades.

Um conjunto com sete sons naturais – dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, por exemplo, representa o conjunto de dó maior – escala de dó maior ou modo jônio.

Se disposto partindo da nota lá, o mesmo conjunto representa lá menor primitivo, ou modo lá eólio.

São sete notas musicais e doze alturas diferentes, desde o estabelecimento do sistema temperado para a música ocidental no período Barroco, em meados do século XVIII.

O sustenido representa uma alteração ascendente para uma nota.

O bemol representa uma alteração descendente para uma nota.

Letras do alfabeto, compostas com números e símbolos, também podem compor uma partitura representando acordes – cifras. Um conjunto de notas. Algo que remete a renascença provindo do conceito, hoje aplicado a análise chamado baixo cifrado.

E embora as cifras como as conhecemos seja uma invenção contemporânea, uma linguagem norte-americana, ela combina a escrita alfabética com números, símbolos musicais, símbolos cotidianos, e termos. Não há convencionamento de fato para a escrita das cifras, são pelo menos sete linguagem vigentes.

Duração

Atualmente utilizamos sete símbolos proporcionais de duração – em figuras de som e silêncio, são elas: a semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa. Nas durações ainda estão compostos termos do italiano como adagio, andante, alegro, presto, prestíssimo… Acelerando e ralentando. Termos que tratam da flexibilização interpretativa do pulso constante.

Intensidade

Os sinais de acentuação representam a intensidade. Desde os termos do italiano – piano, mezzo, forte, e derivações, termos de expressividade até simbologias particulares para variadas formas de execução.

Timbre

No século XX o timbre ganhou simbologias específicas que variam de acordo com o compositor e até mesmo a obra. É habitual partituras que ampliam o recurso do timbre estarem acompanhadas de uma bula que identifica e explana sobre o movimento de ação do instrumentista perante a requisição do autor.

Vamos em frente! A seguir leia os infográficos sobre os elementos do som! Altura, duração, timbre e intensidade. Basta pesquisar no próprio blog!

#VemProSouzaLima

Publicado em 5 de fevereiro de 2018, ampliado e revisado em 3 de setembro de 2020.

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João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular de Música (extensivo, semi-intensivo e intensivo), do Curso Técnico em Processos Fonográficos - Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, cursos que ocorrem na unidade Paraíso. Programas livres como Arranjo para pequenos agrupamentos, Arranjo para agrupamentos médios, Composição Instrumental. Coordena as unidades Moema e Alphaville desde 2010. João Marcondes também atua na instituição em tarefas administrativas, é assistente de direção da instituição e diretor da editora Souza Lima. É autor do BLOG Souza Lima e do BLOG Souza Lima - Magazine Luiza! Seus livros e métodos estão publicados no KINDLE - Amazon em parceria com a Editora Souza Lima. É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Suas composições e obras fonográficas estão disponíveis para audição no Spotify, Deezer e iTunes Music. É diretor e fundador da gravadora BAC Discos! www.bacdiscos.com/