Folclore musical influencia na indústria fonográfica?

Folclore musical influencia na indústria fonográfica?

O Brasil tem um vasto folclore. O Mapa do Brasil Musical é imenso em diversidade. Os gêneros rurais são aqueles que compõem os folguedos, festas populares e rendas, que não chegaram ao mercado fonográfico central.

É um Brasil que será descoberto e introduzido no cotidiano urbano. Algo que está em andamento em todas as esferas, como o que aconteceu na relação entre Funk Carioca e Maculelê – dança marcial, que está na capoeira, geralmente executada por homens e que de repente tornou-se uma matriz cultural da indústria fonográfica, primeiramente de maneira periférica e depois central.

O Funk Carioca teve relação direta com o ritmo do Maculelê. Embora se perceba influência de outra manifestação folclórica brasileira, a que se refere à dança, no caso, o jongo.

O Maculelê e o Jongo ocupam o território brasileiro entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, parte do Espírito Santo e o sul do estado da Bahia. Folclore.

Mas no Brasil tem muito mais!

Podemos antecipadamente lembrar da guarânia.

O gênero ternário rítmico, ou predição da escrita em compasso composto, está presente no sul do Brasil, principalmente nos estados do Rio Grande, Oeste do Paraná e Santa Catarina. E na área de fronteira ainda com Paraguai e Bolívia, que compõem os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Guarania nunca se tornou um gênero nacional a mover tanto quanto o funk carioca a indústria fonográfica, mas teve seus momentos da década de 1980, por exemplo, com Almir Sater.

E mesmo assim se conserva em várias ocasiões do calendário festivo local.

O ritmo do norte

Guitarradas paraenses, com ritmo por eles denominado Calypso, semelhantes aos gêneros nordestinos do Baião, do Côco, na perspectiva festiva do Forró, também contemplam o fazer musical brasileiro, que converge de algum modo com a música Caribenha.

O calypso atingiu todo o território nacional de forma marcada com a banda que leva o mesmo nome. Impactando a indústria fonográfica!

Ritmos que parecem esquecidos

A modinha de Domingos Caldas Barbosa, a Polka viva como tango brasileiro, depois a Maxixe, a umbigada do semba, que talvez habitem os ritmos do estilo Choro, são exemplos de ritmos que parecem esquecidos.

A música brasileira é muito rica!

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Primeiro me segue no instagram: joaomarcondesoficial! Eu sou o Professor João Marcondes! Sou coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular de Música (extensivo, semi-intensivo e intensivo), do Curso Técnico em Processos Fonográficos - Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, cursos que ocorrem na unidade Paraíso. Também coordeno programas livres como Arranjo para pequenos agrupamentos, Arranjo para agrupamentos médios, Composição Instrumental. E coordeno as unidades Moema e Alphaville desde 2010. Também atuo na instituição em tarefas administrativas, como assistente de direção da instituição e diretor da editora Souza Lima. Sou autor do BLOG Souza Lima e do BLOG Souza Lima - Magazine Luiza! Meus livros e métodos estão publicados no KINDLE - Amazon em parceria com a Editora Souza Lima. Sou educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Suas composições e obras fonográficas estão disponíveis para audição no Spotify, Deezer e iTunes Music. É diretor e fundador da gravadora BAC Discos! www.bacdiscos.com/ Segue no instagram; https://www.instagram.com/joaomarcondesoficial/