Quais instituições representam os músicos?

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Quais instituições representam os músicos profissionais?

Quais? Oficial uma só, quem nos representa de fato somos nós mesmos.

O profissional da música possui uma entidade chamada OMB – Ordem dos Músicos do Brasil.

Infelizmente a entidade deixa a desejar, se avaliados os trabalhos que realiza e entrega para a classe dos músicos.

Poderia dizer que a nova administração instituída tem procurado realizar ações que podem culminar em melhorias, mas ainda são muito pontuais para que haja alguma comemoração.

Imagina que em meio da Pandemia nada foi feito de fato em prol dos músicos, que estiveram abandonados a própria sorte nesses meses quase que inacabáveis.

Quando e como me organizar para me aposentar como músico?

Iniciada sua atuação como músico profissional preveja um plano de carreira! Com o que vou atuar é tão importante quanto até quando vou atuar!

Muitos músicos por atuarem estritamente em atividades autônomas relevam a questão da aposentadoria. Parece que se esquecem do envelhecimento, que um dia chega, e para todos!

Mesmo sabendo que podemos atuar como músicos profissionais por décadas e décadas, se até mesmo na velhice atuamos, nós músicos precisamos nos organizar financeiramente para que tenhamos um futuro tranquilo.

Tudo para que nossa atuação profissional culmine em uma organização que leve a um descanso na velhice ou ao menos uma renda prevista quando decidirmos descansar.

OMB

Claro, que essas orientações ou a procura por melhorias na condição de trabalho do músico profissional poderia partir da entidade que nos representa, o que é muito comum em outras áreas profissionais.

A carteirinha da OMB, ou associação, só acrescenta ao músico profissional ao permitir que atuemos em espaços como SESI e SESC; e oferecendo alguns cursos básicos, um ou outro atendimento médico e orientações pontuais quanto a carreira.

É algo bem complicado.

A Ordem dos Músicos do Brasil cobra anuidade como qualquer outra categoria, e até mesmo a forma em que se obtém registro de classe é questionável. Existem dois tipos de associação a OMB: 1| Músico prático; 2| Músico profissional.

A carteirinha de músico prático é obtida apresentando qualquer aptidão, mesmo que mínima ao instrumento musical. Ou seja, se você já toca dois ou três acordes, uma música completa, já pode tirar sua carteirinha de músico. Dá pra crer?

Existe também a carteirinha de músico profissional (?) dada apenas aos que apresentam diploma, graduação em música – bacharelado ou licenciatura.

Deveria sim haver diferentes tipos e categorias de músicos: 1| Músico-autor; 2| Músico-arranjador; 3| Educador Musical; 4|Engenheiro de som (para esses ainda se cobra DRT); 5| Músico-Artista; 6| Músico-Instrumentista.

O que muda entre as opções? Na atual separação muda apenas a cor da carteirinha. Os direitos são os mesmos.

Para se aposentar, por exemplo, a entidade sugere que nos apresentemos no instituto de Previdência Social munido da carteirinha da OMB e nos declaremos músicos. Perfeito, mas é pouco para uma entidade.

Nós músicos podemos investir em uma previdência privada, mas precisamos nos organizar para o nosso futuro. Abriu-se ao músico profissional, por exemplo, a possibilidade de ser microempreendedor individual e contribuir mensalmente, o que vem sendo cassado pelo atual governo. Algo que culmina no direito de uma aposentadoria mínima, de um salário.

A dica é simples: Considere o futuro como prioridade, não temos de fato quem olhe por nós.

Precisamos de representatividade, precisamos de união na classe, e não apenas porque  não possuímos a entidade que merecemos. Precisamos assumir que temos culpa nesse carrossel de “cada um por si” que envolve a carreira do musicista.

Ser músico é muito mais do que tocar alguns acordes, ser músico é viver de música de fato, e alimentar sua casa com as ações do músico profissional, independente de quais forem.

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#VemProSouzaLima

Publicado em 26 de fevereiro de 2018, ampliado e revisado em 11 de setembro de 2020.

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João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular de Música (extensivo, semi-intensivo e intensivo), do Curso Técnico em Processos Fonográficos - Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, cursos que ocorrem na unidade Paraíso. Programas livres como Arranjo para pequenos agrupamentos, Arranjo para agrupamentos médios, Composição Instrumental. Coordena as unidades Moema e Alphaville desde 2010. João Marcondes também atua na instituição em tarefas administrativas, é assistente de direção da instituição e diretor da editora Souza Lima. É autor do BLOG Souza Lima e do BLOG Souza Lima - Magazine Luiza! Seus livros e métodos estão publicados no KINDLE - Amazon em parceria com a Editora Souza Lima. É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Suas composições e obras fonográficas estão disponíveis para audição no Spotify, Deezer e iTunes Music. É diretor e fundador da gravadora BAC Discos! www.bacdiscos.com/