Como o rock virou pós-graduação?

O Souza Lima, instituição de ensino com mais de 35 anos, e que possui os mais diversos programas de formação, investiu amplamente na última década no Rock.

Como primeiro passo desse processo iniciado em 2014, fundamos uma unidade específica para atender a demanda. Dois anos depois criamos um segundo núcleo ao gênero na Galeria do Rock em São Paulo.

Através da visão do diretor do Souza Lima constituiu-se uma Semana dedicada ao Rock dentro do Souza Lima. A primeira semana, com fins acadêmicos, específica do gênero realizada no Brasil. E repetida mesmo sem gerar lucro algum para a instituição.

A Semana SL Rock teve quatro edições no Souza Lima. Afinal o hábito de se estudar o Rock, ao menos no Brasil, é uma criança engatinhando e que parece não ter muitos valores de vida.

Nessa semana ROCK ocorreram simpósios e mesas redondas – típicas do ambiente acadêmico – incentivada pela direção do Souza Lima.

Partiu da direção do Souza Lima desenvolver a unidade e núcleo voltados ao Rock – não de outra pessoa.

A semana Rock é fruto do processo iniciado graças a uma ampla percepção do mercado, característica notável do que promovemos no dia a dia de nossas atividades no Souza Lima.

Atender o mercado é um desafio e tanto, que cumprimos com excelência desde meados da década de 1980 no Souza Lima.

Caminho?

No momento o meio acadêmico parece o único caminho que o ROCK possui. Falamos em outros artigos sobre a situação do mercado fonográfico, do protagonismo gerado pelo investimento do agronegócio para outros gêneros, por exemplo, levou o rock a bancarrota. Mas também falamos do vírus Rock que se espalhou como estilo para ambientes totalmente inesperados.

Dos argumentos propostos nos outros artigos, se amplifica(perdão o trocadilho) e se consolida a visão do academicismo como meio solitário dos roqueiros.

Lá atrás o Souza Lima percebeu que era o momento de dedicar-se ao Rock como objeto de estudo, e o fez. Proporcionando espaço para o livre pensamento.

Se há mais de um século a música erudita permeia os corredores da academia, o jazz desde a década de 1950 nos EUA, a música popular brasileira desde a década de 1980 no Brasil, o Rock pouco a pouco tem ingressado nesse panteão. De maneira tardia, até, mas como diz o dizer popular: antes tarde do que nunca.

O Souza Lima foi um grande investidor na consolidação do estudo do Rock no Brasil. E infelizmente escamoteado na luz do dia.

E você sabia?

Um grupo de estudo foi fundado em nossa instituição, apoiado pela direção da escola.

No café, nos corredores, nossas paredes testemunharam o rock dividindo espaço democrático e pensamento com o jazz, a música brasileira e a música erudita. Harmonia rock? Começou aqui. História do rock também.

E esse grupo de estudo utilizou nossos professores, nosso espaço, mas principalmente estudantes que escolheram e fizeram do Souza Lima seu campo de aprendizagem. E que se ressalte: sempre apoiado pela direção.

Se espera, dentro da academia, que o rock abandone algumas de suas essências comportamentais, nem que seja de hoje em diante. Será um prêmio de consolação.

E que o Rock tenha vida longa para que o destino de estudar o gênero, repito, fomentado dentro de nossa instituição, se espalhe para outras universidades e faculdades pelo Brasil. E que sempre entre pela porta da frente e por gente mais séria.

Na luz do pensamento que o estudo e a seriedade da pesquisa necessita, e que é o que essa nova predisposição do ROCK merecia. E que seja feito as claras não as escuras como fazem os que não tem vergonha na cara.

Que se acenda a luz do underground. Que se revele de maneira ampla cada elemento da pesquisa que se promove e se promete. E que se cumpra com ética.

A indicação do caminho acadêmico que o Rock tem se destinado internacionalmente começou no investimento de uma instituição de ensino de renome chamada Souza Lima, ao menos no Brasil. A repetição faz parte do aprendizado.

Até manter personagem em outro país a instituição Souza Lima o fez.

Somos pioneiros sempre. E parabenizamos se o vírus que outrora falamos como fenômeno artístico tenha se alojado na academia, agora em outros locais de pesquisa, pena que na penumbra, na covardia.

Comemora-se aqui nossa visão!

O Souza Lima mantém-se atualizado e repleto de profissionais dedicados ao estudo da música. Rock é apenas uma parte do que fazemos com procedimento e comprometimento. 

Já leu os outros artigos do ROCK? Leia mais aqui! Parte 1! Parte 2!

Aqui quem escreve é João Marcondes, assistente de direção do Souza Lima, ninguém me contou nada disso, eu vivi isso.

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Primeiro me segue no instagram: joaomarcondesoficial! Eu sou o Professor João Marcondes! Sou coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular de Música (extensivo, semi-intensivo e intensivo), do Curso Técnico em Processos Fonográficos - Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, cursos que ocorrem na unidade Paraíso. Também coordeno programas livres como Arranjo para pequenos agrupamentos, Arranjo para agrupamentos médios, Composição Instrumental. E coordeno as unidades Moema e Alphaville desde 2010. Também atuo na instituição em tarefas administrativas, como assistente de direção da instituição e diretor da editora Souza Lima. Sou autor do BLOG Souza Lima e do BLOG Souza Lima - Magazine Luiza! Meus livros e métodos estão publicados no KINDLE - Amazon em parceria com a Editora Souza Lima. Sou educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Suas composições e obras fonográficas estão disponíveis para audição no Spotify, Deezer e iTunes Music. É diretor e fundador da gravadora BAC Discos! www.bacdiscos.com/ Segue no instagram; https://www.instagram.com/joaomarcondesoficial/