Como estão as escolas de música em meio a Pandemia?

como estão as escolas de música em meio a pandemia

Como estão as escolas de música em meio a Pandemia?

Evidentemente países estavam despreparados para a Pandemia, o que dirá escolas. A tecnologia, mesmo tão avançada, tem sido quase inútil do que se esperaria. Como as escolas de música estariam preparadas em meio ao distanciamento social?

As escolas de música são tocadas por empresários modestos – músicos em especial, e se estamos assistindo no Brasil fechamento em massa das pequenas empresas em meio a pandemia, não é diferente para as escolas de música.

Mesmo hoje, dia 13 de agosto de 2020, não há segurança para realizar uma aula presencial.

Uma instituição, mesmo que pequena, de ensino para se manter em meio a tudo precisa se renovar. A ideia de renovação motivou essa publicação como sugestão a quem leva a educação musical a sério.

1| As atividades letivas presenciais, onde as escolas de música consolidaram seus trabalhos, vão existir ainda?

Precisamos agora de opções atrativas para manutenção em ambiente digital – via transmissão ao vivo ou curso gravado, para reativar com parcimônia as atividades presenciais.

Ocorre que no ambiente digital uma mesma aula precisa ser preparada por outro ponto de observação, uma outra maneira para apresentar e dialogar com o estudante seu desenvolvimento, que pode até partir do presencial, mas que propõe especificidades ao modelo a distância.

Não estávamos preparados para isso, é verdade, mas precisamos nos preparar porque o distanciamento social deve passar por meses – já estamos em cinco meses de distanciamento, e nada indica uma normalização nos próximos meses para uma retomada do ensino presencial seguro.

E mesmo quando algo perto da normalização ocorrer, acredito que o modelo de aula via transmissão veio para ficar em cidades com problemas de locomoção e mobilidade.

2| Renovação de quadros e conteúdos complementares é ação obrigatória.

Sair fazendo vídeos e mais vídeos, transmissões ao vivo no youtube, as chamadas LIVES, é uma ação inútil. Gasto de energia. Claro, se tiver plateia para tal antes da pandemia vale a manutenção e ampliação.

É que a internet está superlotada de conteúdo, e a não ser que você possa ter relevância com algo de ineditismo evidente, é inviável concorrer com quem está estabilizado aos canais de youtube há anos.

E mesmo assim, em algum momento um ou dois anos atrás, um Youtuber foi organizar um evento presencial. Ele gostou de afirmar desde o primeiro encontro que possuía milhares de assinantes, previa uma desvantagem em uma parceria.

Esse youtuber passou dois meses divulgando o evento presencial em suas redes com os tais milhares de assinantes, e chegado no dia, nenhum de seus assinantes foi prestigiar o evento, quem assistiu foram alunos da escola, que pagaram para tal.

Ter assinantes não quer dizer ter público presencial, e de cara, gastar energia em lives não quer dizer que teremos mais alunos em nossas escolas.

Não adianta querer entrar no Youtube em uma curva de rio, apenas para se sentir em movimento. É preciso pensar o que fazer com estratégia.

Pense uma escola como um projeto de inovação. E que essa inovação veio obrigar a pensar o seu status como empreendedor. O seu status como educador.

Quem mostra muito a cara, e de boca aberta pode acabar engolindo um mosquito, ou pior, acabar com um ferrão de abelha preso na garganta.

As escolas de música vão mal, mas isso pode piorar ainda mais com a persistência do estado de isolamento que estamos e por decisões ruins.

Algumas coisas precisam estar guardadas.

Pense nisso!

Vamos trocar ideias. Fique em casa, aulas presenciais não são seguras. Nem com placa, nem com lençol plástico entre alunos, nada.

Não vale a pena arriscar a vida de um aluno, de um professor e um amigo distante ou algum de seus familiares.

joao.marcondes@souzalima.com.br

SHARE
Previous articleQual impacto do CD no mercado fonográfico?
Next articleO que é forma em música?
João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular de Música (extensivo, semi-intensivo e intensivo), do Curso Técnico em Processos Fonográficos - Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, cursos que ocorrem na unidade Paraíso. Programas livres como Arranjo para pequenos agrupamentos, Arranjo para agrupamentos médios, Composição Instrumental. Coordena as unidades Moema e Alphaville desde 2010. João Marcondes também atua na instituição em tarefas administrativas, é assistente de direção da instituição e diretor da editora Souza Lima. É autor do BLOG Souza Lima e do BLOG Souza Lima - Magazine Luiza! Seus livros e métodos estão publicados no KINDLE - Amazon em parceria com a Editora Souza Lima. É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Suas composições e obras fonográficas estão disponíveis para audição no Spotify, Deezer e iTunes Music. É diretor e fundador da gravadora BAC Discos! www.bacdiscos.com/