Como escolher um curso de música?

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Como escolher um curso de música?

Em primeiro plano: a vontade de estudar música, um instrumento musical, de montar uma banda. A seguir uma pesquisa por um curso de música no buscador de conteúdo mais conhecido e surgem dezenas e dezenas de opções. São professores particulares em propagandas, e escolas tradicionais, franquias internacionais prometendo sucesso na aprendizagem musical. Mas como escolher um curso de música?

E agora?

Como experiência individual, lá atrás, dividi a vontade de aprender música com minha família. Ainda criança decidi estudar piano.

Procuramos em uma lista telefônica os cursos e escolas disponíveis. Um telefonema primeiramente para uma consulta de valores, para a seguir visitar o espaço e conhecer a estrutura e o professor.

Claro, nos dias de hoje é muito importante a questão da logística, muito mais que nos anos 1990, cuja escolha mais próximo da minha residência era relativa.

Hoje em primeiro lugar procuramos um espaço que nos atenda bem e que a locomoção seja mínima. Embora a questão da logística não pode se sobrepor a valores como formação, conteúdo, proposta pedagógica, metodologia…

Mas voltemos ao tempo, então era apenas iniciar o curso de música. Organizar a agenda mirrada na época para incluir a prática do instrumento, e tudo está pronto.

Eram poucas as opções de curso de música. Poucos educadores de fato, mais músicos que acabam entrando em sala de aula por necessidade, classes niveladas por baixo. O pior que quando iniciamos não possuímos parâmetros para afirmar sobre um bom ou um mal curso de música.

Mas hoje como escolher um professor para seu curso de música?

Escolher ou qualificar o professor por simpatia, já adianto que não é o caminho.

Procurar se o professor cumpre aquilo que esperamos na aprendizagem da música, parece mais correto.

Um bom professor de música deve educar e construir a partir dos critérios diversificados o saber musical do aluno. O saber musical engloba o conhecimento técnico, fisiológico, escrito e oral – no aspecto da percepção. A prática musical engloba tudo isso de maneira as vezes proporcional, em outro momento desproporcional.

Não pense que uma orientação mal dada em um instrumento não traz problemas. Traz e muitos! Tendinite ou LER (lesão por esforço repetitivo) por exemplo, em uma prática mal realizada são ocorrências bastante comuns.

Você faria aula em uma academia com um profissional não especializado? Tocar não garante o ensinar.

Levante essas questões ao professor. E procure figuras ilibadas, bem-formadas. Afinal, ainda tem isso, será a primeira oportunidade provavelmente que você vai vivenciar uma aula individual. Cinquenta minutos da semana com uma mesma pessoa, que deve lhe trazer formação mútua – da coordenação motora específica do instrumento, tanto quanto práticas musicais.

Como escolher seu curso de música hoje?

O mercado mudou consideravelmente e para melhor nos últimos 25 anos.

Uma boa escola de música possui professores formados (na minha época eram raríssimos profissionais formados). Hoje temos licenciados em educação musical, bacharéis em instrumento alguns com especializações em educação, mestrado e até doutorado.

Uma instituição como o Souza Lima estão atuando em programas variados – de um curso livre ao técnico, na faculdade e na pós-graduação.

Uma boa escola de música possui professores com experiência internacional entre instrumentistas e educadores. Então uma escola de música diferenciada possui professores artistas, especializados em educação, e que mesmo assim administram suas obras.

Uma boa escola de música possui muito mais que uma estrutura física moderna e bem equipada, essa escola possui matérias complementares para os diversos conteúdos do saber musical, práticas de conjunto em diferentes estilos, questões que aguçam e capacitam os alunos no fazer musical.

E nesse momento são capazes de gerir conteúdo aos alunos, mesmo com isolamento social. Conteúdo adaptado ao aluno, esse é o ponto.

Uma boa escola possui uma rotina de apresentações com finalidade didática. E acompanhadas pela coordenação pedagógica.

Se houvesse um ranking de escolas estes aspectos seriam bons critérios para otimizar sua escolha.

E lembre-se: Votações de sites costumam ser muito tendenciosas e imprecisas. Não as considere, agende uma visita a instituição, conheça a coordenação pedagógica, e avalie opções in loco. Vale cada orientação. E sucesso no estudo musical.

#VemProSouzaLima

Texto publicado em 4 de agosto de 2018, ampliado e revisado em 19 de agosto de 2020.

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João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular de Música (extensivo, semi-intensivo e intensivo), do Curso Técnico em Processos Fonográficos - Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, cursos que ocorrem na unidade Paraíso. Programas livres como Arranjo para pequenos agrupamentos, Arranjo para agrupamentos médios, Composição Instrumental. Coordena as unidades Moema e Alphaville desde 2010. João Marcondes também atua na instituição em tarefas administrativas, é assistente de direção da instituição e diretor da editora Souza Lima. É autor do BLOG Souza Lima e do BLOG Souza Lima - Magazine Luiza! Seus livros e métodos estão publicados no KINDLE - Amazon em parceria com a Editora Souza Lima. É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Suas composições e obras fonográficas estão disponíveis para audição no Spotify, Deezer e iTunes Music. É diretor e fundador da gravadora BAC Discos! www.bacdiscos.com/