As Características do Saxofone

Um instrumento que faz parte do imaginário internacional. Um timbre reconhecidamente fundamental da música do século XX. Quem nunca quis saber um pouco mais das características do saxofone?

A introdução do saxofone no Brasil ocorreu apenas no século XX. Em bandas de coreto, em agrupamentos referentes a banda sinfônica, ou bandas militares, ou orquestras de ventos – onde apenas estão os instrumentos de sopro.

O saxofone trafegou, assim como a guitarra elétrica, por diversos gêneros da música internacional.

Quem não se lembra da banda australiana Men at Work, com as introduções de saxofone?

Por esse intermédio o timbre do saxofone foi introduzido para mim. E pra você?

Uma referência pop está na forma que se toca o saxofone tenor na banda Men at Work, como outros tantos músicos que passaram pelo mercado fonográfico meios estéticos e técnicos que fazem parte das características possíveis de se tocar um instrumento – há quem prefira Kenny G e seu saxofone soprano.

 

A música permite variações e expressões intensas e únicas de um instrumento, o que podemos dizer da inventividade de John Coltrane? Ao saxofone tenor e soprano?

 

O saxofone no Brasil

Pixinguinha foi o primeiro a trazer o saxofone para o centro do mercado fonográfico brasileiro. O saxofone antes compunha no Brasil as formações das bandas de coreto e bandas militares.

Com o Saxofone Pixinguinha delineou em suas interpretações relações contrapontísticas – de uma ideia popular em contracanto, ambos se consolidaram como repertório melódico do choro e do samba, em instrumentos como o bandolim e o violão de sete cordas.

A seguir a geração de J.T. Meireles, do samba-jazz trouxe uma vivência americana ao estilo do saxofone que se consolidara no Brasil. Abrindo um caminho prodigioso para músicos como Victor Assis Brasil, Mauro Senise, Carlos Malta, Roberto Sion e Vinícius Dorin.

Provavelmente o saxofone estabeleceu-se favoravelmente pelo timbre – som que habita o imaginário do fazer musical brasileiro.

Há músicos de notória criação artística que utilizaram do saxofone como matriz, no Brasil e no mundo. Para conhecer a linguagem do saxofone brasileiro como movimento de aprendizado, vale também entre os nomes já citados conhecer o trabalho de Teco Cardoso, Marcelo Martins, Mané Silveira – do Trio Bonsai, de Proveta – também clarinetista e notório arranjador.

Em uma figuração que procura a linguagem do pop norte americano em combinação com o jazz, o saxofonista Leo Gandelman, promove uma obra interessante ao fundamento que lhe é central.

Vale conhecer a música brasileira. O fazer artístico do Brasil consolida linguagens muitos específicas para cada instrumento propriamente. O que confere ao Brasil um título de transformador da linguagem musical.

Não criamos muitos instrumentos, mas os transformamos.

Vamos conhecer um pouco mais do saxofone nesse infográfico que preparamos especialmente para você?

Conteúdo e texto, meus, Professor João Marcondes para design de Jean Forrer

As características do Saxofone

Opinião pessoal

O Brasil possui uma tradição musical instrumental muitíssimo forte. Das bandas de coreto, militares, bandas sinfônicas, para a música popular, principalmente do choro, mas que ainda possui a seguir da geração de 1960, uma nova linguagem muitíssimo experimental.

É muito importante que essa tradição esteja preservada. Sem que esteja seu estudo será soterrado por uma avalanche de informações internacionais, como o que têm ocorrido com a tradição da voz brasileira.

Possuímos tão grandes cantores! Para que o Brasil se refugia, nesses programas de auditório, sensacionalistas, a uma voz que nada possui da tradição do canto brasileiro. Essa voz que é aplaudida por um júri brasileiro, com melismas exagerados, e deformações melódicas, deturba o fazer musical do nosso país. 

Sim, podemos conversar com outras culturas, devemos, mas não podemos deixar que se soterre o que gerações construíram, do saxofone de Anacleto de Medeiros, Pixinguinha até Vitor Assis Brasil. Conhecer para não perder!

Amo Coltrane e sua extensa inventividade inspiradora, mas não considero aceitável que um músico brasileiro possua mais conhecimento sobre um expoente da música norte-americana, em detrimento a figuras tão fundamentais de nossa cultura.

Publicado originalmente em 23 de março de 2018, atualizado, revisto e ampliado em 25 de outubro de 2018.

SHARE
Previous articlePrática X Teoria Musical
Next articleQuero Ser Músico Entrevista: Kiko Loureiro
João Marcondes
Professor João Marcondes é coordenador pedagógico das unidades Moema, Alphaville, Ribeirão Preto e Lençóis Paulistas. É idealizador e coordenador pedagógico dos programas Composição Popular - Letra e Musica, do Preparatório para Vestibular (extensivo e semi-intensivo), do Curso Técnico em Produção Musical, e da Pós-Graduação em Educação Musical, que ocorrem na unidade Paraíso. João Marcondes atua na instituição em tarefas administrativas como assistente de direção, e ainda é diretor da editora Souza Lima. É editor e autor do BLOG Souza Lima, com mais de quinhentas publicações (BR, ES e EN). É educador Musical, compositor, arranjador e instrumentista. Mestre em Educação Arte e História da Cultura, especializado em docência em música brasileira, graduado e técnico em música. Composições e obras disponível no Spotify, Deezer e iTunes Music.